Governo do Amazonas lança Junho Violeta para enfrentar violência contra a pessoa idosa no estado

Campanha Junho Violeta mobiliza órgãos e instituições para orientar, acolher e ampliar denúncias sobre violência contra a pessoa idosa.

O governo do Amazonas lançou, nesta segunda-feira (1º/06), a campanha Junho Violeta em ato realizado no Largo de São Sebastião, no Centro de Manaus. O evento reuniu representantes do poder público, instituições de defesa de direitos e integrantes da rede de proteção à pessoa idosa e incluiu ações informativas, apresentações culturais e serviços de atendimento.

Lançamento e objetivo da campanha

Durante a solenidade, o governador Roberto Cidade afirmou que o Estado irá fortalecer ações de orientação, proteção e acolhimento da população idosa. “Durante a nossa campanha de conscientização, vamos envolver todas as secretarias do Estado para que a gente possa orientar os nossos idosos, para que a gente possa fazer com que eles entendam que se tiverem passando por algum tipo de violência, que busquem os nossos órgãos, a nossa delegacia para que a gente possa abraçá-los”, disse o governador.

A campanha, coordenada pelo Governo do Amazonas por meio da Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), tem como objetivo sensibilizar a sociedade sobre prevenção e enfrentamento às diversas formas de violência contra idosos, além de divulgar canais de denúncia e serviços de acolhimento disponíveis no estado.

Programação e ações integradas

A programação contou com o ato simbólico “Luzes Violetas”, que iluminou o Teatro Amazonas com a cor da campanha. Foram realizadas apresentações culturais, um aulão de zumba, atendimentos psicossociais, orientação jurídica e serviços de enfermagem. Houve ainda uma blitz educativa para distribuição de materiais informativos sobre direitos da pessoa idosa e canais de denúncia.

No evento foi também lançada a Operação Virtude, ação conjunta com a Polícia Civil. Segundo a organização, a operação integra uma mobilização nacional voltada à prevenção, combate e acolhimento de vítimas de violência física, psicológica, patrimonial e de negligência, por meio de ações educativas, visitas domiciliares e fortalecimento dos mecanismos de proteção.

Rede de proteção e serviços oferecidos

Por meio da Secretaria Executiva Adjunta de Direitos da Pessoa Idosa (Seadpi), a Sejusc coordena políticas públicas baseadas no Estatuto da Pessoa Idosa e na Política Nacional do Idoso. Entre os serviços oferecidos estão os Centros Integrados de Proteção e Defesa da Pessoa Idosa (Cipdis), responsáveis por atendimento psicossocial, orientação jurídica, registro de denúncias, visitas domiciliares e mediação de conflitos.

O estado também mantém um Abrigo Transitório para Pessoas Idosas em Situação de Violência e Risco de Morte, destinado ao acolhimento emergencial de idosos em situação de vulnerabilidade.

Participação e depoimentos

Estiveram presentes na solenidade a primeira-dama e presidente de honra do Fundo de Promoção Social (FPS) Thaisa Cidade; a titular da Sejusc, Jussara Pedrosa; a deputada estadual Joana Darc; a desembargadora Onilza Abreu, do Tribunal de Justiça do Amazonas; a delegada titular da Delegacia Especializada em Crimes contra a Pessoa Idosa, Larissa Barroso; além de representantes da Defensoria Pública do Estado e do Ministério Público do Amazonas.

A servidora aposentada Rita de Cássia, de 68 anos, destacou a importância da iniciativa. “Isso é muito importante para nós, idosos. A gente pode pedir socorro. Hoje a gente tem a quem pedir socorro. Que nós, os idosos, possamos procurar melhoria de vida, procurar um centro de apoio. É muito importante.”, declarou a aposentada.

Dados de atendimento

Os números apontam aumento na procura pelos serviços de proteção. Em 2025, os Cipdis registraram 10.827 atendimentos, um crescimento de 30% em relação aos 8.280 realizados em 2024. No primeiro quadrimestre de 2026 foram contabilizados 3.519 atendimentos, aumento de 13% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Entre as violações de direitos mais registradas estão casos de negligência, vulnerabilidade e risco social, violência psicológica, violência financeira e econômica, intimidação e violência física, o que reforça a necessidade de ampliar ações de conscientização e proteção ao longo do ano.

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Publicado em: 01/06/2026 às 21:00
Categoria(s): Políticia Regional