Três Unidades de Saúde da Família (USFs) de Manaus passaram a realizar o teste tuberculínico, também chamado de PPD, desde 20 de outubro. A ampliação foi informada pela Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), que agora oferece o exame em 55 unidades da rede de atenção primária.
O teste é utilizado para identificar a infecção pelo bacilo da tuberculose, inclusive em pessoas que não apresentam sintomas. Das unidades que disponibilizam o procedimento, 50 estão na área urbana e cinco ficam na zona rural.
Novos pontos de atendimento
As unidades incluídas na oferta estão localizadas na área de abrangência do Distrito de Saúde Oeste. São elas: Adalgiza Barbosa de Lima, no bairro Lírio do Vale; Santos Dumont, no bairro da Paz; e Dom Milton Corrêa, no bairro Santo Agostinho.
Segundo Anne Kimi Okazaki, chefe do Núcleo de Controle da Tuberculose da Semsa, a prova tuberculínica permite verificar se houve contato anterior com a bactéria. O exame não confirma, por si só, a presença de tuberculose ativa. Ele identifica uma possível infecção latente, situação em que o sistema imunológico mantém o microrganismo sob controle.
Quando há reação ao teste, o paciente precisa passar por avaliação clínica para que a equipe de saúde descarte a doença em atividade. Se a tuberculose ativa não for identificada, pode ser indicado o tratamento preventivo da infecção.
Como o procedimento é feito
O exame consiste na aplicação de uma pequena quantidade da substância PPD sob a pele do antebraço. A leitura deve ser realizada entre 48 e 72 horas depois, com o retorno do paciente à unidade de saúde. Um profissional verifica a presença de endurecimento no local e mede a área para interpretar o resultado conforme os critérios clínicos.
A Semsa indica o teste principalmente para pessoas que tiveram contato próximo e prolongado com pacientes diagnosticados com tuberculose ativa, pessoas que vivem com HIV/Aids e indivíduos com condições que comprometem a imunidade. O procedimento também pode ser solicitado antes do início de tratamentos que reduzem a resposta imunológica.
A enfermeira Anne Kimi Okazaki afirma que a infecção pode evoluir para a forma ativa da tuberculose caso ocorra, no futuro, uma redução da imunidade. Por esse motivo, a avaliação e o tratamento preventivo são recomendados quando indicados pela equipe de saúde.
Tratamento preventivo
De janeiro a outubro, a Semsa informou ter iniciado 927 tratamentos preventivos contra a tuberculose. Desse total, 248 pacientes concluíram o tratamento e 581 permaneciam em acompanhamento no período divulgado.
O tratamento preventivo pode durar três meses, com medicamentos administrados semanalmente, conforme o esquema definido pelo profissional de saúde. Já o tratamento da tuberculose ativa tem duração mínima de seis meses, com possibilidade de variação de acordo com a avaliação clínica e a resposta do paciente.
A Prefeitura informou que os endereços e horários das unidades que realizam o teste podem ser consultados na página da Semsa sobre o serviço.
Fonte: Prefeitura de Manaus.
Foto distribuída pela Prefeitura de Manaus








