sexta-feira, 30 de outubro de 2026
Amazonas

Projeto de estudantes de escola pública cria estufa acessível para analisar água em Manaus

Equipamento desenvolvido no Laboratório Maker da Escola Estadual Belarmino Marreiro mantém temperatura controlada para cultivo de microrganismos e rendeu reconhecimento nacional às alunas.
Projeto de estudantes de escola pública cria estufa acessível para analisar água em Manaus
Foto: Divulgação / Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escola

Quatro estudantes da Escola Estadual Belarmino Marreiro, no bairro Novo Aleixo, zona norte de Manaus, desenvolveram uma estufa de baixo custo para apoiar a análise microbiológica da água consumida na unidade. O projeto foi elaborado no Laboratório Maker da escola, com orientação da professora Suzely Nobre e contribuição da professora Andreza Silveira.

Protótipo foi construído com materiais acessíveis

A proposta surgiu quando as alunas buscaram uma forma de avaliar a qualidade da água utilizada no ambiente escolar. Para cultivar microrganismos em placas de Petri, elas identificaram a necessidade de manter as amostras em uma faixa específica de temperatura e passaram a trabalhar na construção de um equipamento próprio.

A primeira versão utilizou uma caixa de papelão revestida com papel-alumínio, sensores, Arduino e uma lâmpada para aquecimento. O sistema foi programado para manter a temperatura entre 36°C e 37°C, acionando ou desligando a lâmpada automaticamente quando necessário. Depois dos testes iniciais, a equipe começou a desenvolver uma estrutura com isopor, para melhorar o isolamento térmico, e planejou uma versão definitiva em MDF.

Segundo as informações divulgadas pelo Governo do Amazonas, a estufa também poderá ser usada em investigações microbiológicas de outros objetos e amostras. As estudantes planejam produzir um e-book com orientações para que outras escolas construam equipamentos semelhantes.

Reconhecimento em competições científicas

O grupo formado por Leticia Danielle Ferreira, Nicole Cristina Rodrigues, Sophia Nobre Monteiro e Yara da Silva dos Santos foi apontado como campeão da região Norte na Olimpíada Científica de Integração Nacional (Ocina) e na Olimpíada Nortista de Geociências (ONGeo 2026). As alunas também ficaram entre as semifinalistas da 13ª edição brasileira do Solve for Tomorrow, programa de cidadania corporativa da Samsung.

A escola informou que o desempenho da equipe estimulou outros alunos a desenvolver projetos na Sala Maker. Conforme a professora Suzely da Silva Nobre, atualmente seis equipes da unidade participam de olimpíadas científicas.

Espaço reúne tecnologia e ciências

Criada com foco na aprendizagem baseada no princípio de “aprender fazendo”, a Sala Maker integra tecnologia, robótica, marcenaria e ciências ao currículo escolar. O Governo do Amazonas atribui ao espaço a oferta de infraestrutura utilizada na construção da estufa.

Em declaração citada na divulgação, a estudante Nicole Rodrigues afirmou que o projeto ampliou a visibilidade de pautas relacionadas à participação de mulheres na ciência e à produção científica em escolas públicas estaduais e periféricas da região Norte.

Fonte: Governo do Amazonas.

Foto: Divulgação / Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escola