sexta-feira, 25 de setembro de 2026
SAÚDE

Cuidados com a saúde durante as altas temperaturas no Amazonas: como evitar desidratação e insolação

Veja como proteger a saúde durante os períodos de altas temperaturas no Amazonas, quais sinais exigem atendimento e o que fazer em casos de desidratação, exaustão pelo calor e insolação.

Os cuidados com a saúde durante as altas temperaturas no Amazonas devem fazer parte da rotina, principalmente no chamado verão amazônico, período marcado por menor volume de chuvas, maior exposição ao sol e sensação de calor mais intensa em diferentes áreas do estado. A combinação de temperatura elevada, umidade, esforço físico e exposição prolongada pode provocar desidratação, exaustão pelo calor e insolação.

Para reduzir os riscos, a recomendação é beber líquidos ao longo do dia, evitar atividades intensas nos horários mais quentes, usar roupas leves e observar com atenção crianças, pessoas idosas, gestantes e moradores com doenças crônicas. As orientações gerais do Ministério da Saúde sobre ondas de calor devem ser adaptadas à realidade de cada pessoa e não substituem uma avaliação profissional. (gov.br)

Por que o calor exige atenção no Amazonas

Em períodos de altas temperaturas, o corpo aumenta a produção de suor para tentar se resfriar. Quando a perda de água e sais minerais é maior que a reposição, pode ocorrer desidratação. O problema tende a se agravar quando a pessoa trabalha ou pratica exercícios sob o sol, permanece em locais pouco ventilados ou não percebe que está com sede.

O calor também pode piorar sintomas de doenças cardiovasculares, respiratórias e renais. Pessoas que usam determinados medicamentos, como diuréticos, ou que têm restrição de ingestão de líquidos devem seguir a orientação do médico antes de aumentar o consumo de água. O Ministério da Saúde inclui crianças, idosos, gestantes, pessoas com doenças crônicas, população em situação de rua e pessoas com deficiência entre os grupos que exigem maior proteção durante eventos de calor extremo. (gov.br)

Hidrate-se antes de sentir sede

A sede nem sempre aparece no início da desidratação, especialmente entre pessoas idosas e crianças. Por isso, a orientação é oferecer água em pequenas quantidades várias vezes ao dia e levar uma garrafa durante deslocamentos, atividades profissionais e passeios.

Água é a principal opção para a hidratação. Sucos naturais e alimentos com alto teor de água, como frutas, também podem fazer parte da alimentação. Bebidas alcoólicas devem ser evitadas, pois podem favorecer a perda de líquidos. Bebidas muito açucaradas não devem substituir a água.

O Ministério da Saúde apresenta como referência geral a ingestão mínima de 2 litros de líquidos por dia, mas essa quantidade não serve igualmente para todas as pessoas. Crianças, gestantes, idosos, atletas e pessoas com doenças renais, cardíacas ou outras condições clínicas podem ter necessidades diferentes. Nesses casos, a orientação individual deve ser dada por um profissional de saúde. (gov.br)

Reduza a exposição ao sol e ao calor

Evite permanecer diretamente sob o sol nos períodos de maior calor e radiação, especialmente entre o fim da manhã e o meio da tarde. Quando não for possível adiar uma atividade, procure locais com sombra, faça pausas e mantenha a hidratação.

Quem trabalha ao ar livre deve utilizar roupas leves, preferencialmente de tecidos que permitam a ventilação, além de chapéu ou boné, protetor solar e, quando indicado para a atividade, equipamentos de proteção. A Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas recomenda organizar serviços externos em horários de menor incidência solar e adotar pausas quando a exposição contínua não puder ser evitada. (saude.am.gov.br)

Exercícios físicos também devem ser transferidos para os horários mais frescos do dia. Se houver tontura, fraqueza, dor de cabeça, náusea, cãibras ou mal-estar, a atividade deve ser interrompida imediatamente.

Use roupas adequadas e mantenha os ambientes ventilados

Roupas largas, leves e de cores claras ajudam a reduzir o desconforto e favorecem a circulação de ar junto à pele. Tecidos sintéticos e peças apertadas podem dificultar a dissipação do calor.

Dentro de casa, mantenha os ambientes ventilados sempre que o ar externo estiver mais fresco. Cortinas, persianas ou coberturas podem reduzir a entrada direta de sol durante as horas mais quentes. Banhos frios ou mornos e o uso de toalhas úmidas também podem ajudar a aliviar o calor.

Ventiladores devem ser usados para melhorar a circulação do ar, mas não substituem a hidratação nem resolvem situações em que o ambiente esteja excessivamente quente. Sempre que possível, procure um local mais fresco, ventilado e protegido da exposição direta ao sol.

Cuidados especiais com crianças e idosos

Crianças pequenas podem não identificar ou comunicar adequadamente sede, fraqueza e tontura. Durante os dias quentes, os responsáveis devem oferecer líquidos com frequência, evitar brincadeiras prolongadas sob o sol e observar alterações de comportamento, sonolência, irritabilidade, pele muito quente ou redução da urina.

Pessoas idosas também podem sentir menos sede e apresentar maior dificuldade para regular a temperatura corporal. Familiares e cuidadores devem verificar se houve ingestão de água, manter os ambientes arejados e observar sinais de desidratação ou confusão mental.

Gestantes, pessoas com doenças cardiovasculares, respiratórias, renais ou metabólicas e quem utiliza vários medicamentos devem redobrar a atenção. Não se deve suspender, alterar ou compensar doses de remédios por conta própria durante períodos de calor. Qualquer mudança deve ser discutida com o profissional responsável pelo acompanhamento.

Como reconhecer desidratação e exaustão pelo calor

Os primeiros sinais de que o corpo está sofrendo com o calor podem incluir sede intensa, boca seca, fraqueza, cansaço, tontura, dor de cabeça, náusea, cãibras e redução da urina. A transpiração excessiva também pode indicar perda importante de líquidos e sais.

Ao identificar esses sintomas, interrompa a atividade, leve a pessoa para um local fresco e ventilado, retire o excesso de roupa e ofereça água ou outro líquido não alcoólico se ela estiver consciente e conseguir engolir. Se os sintomas não melhorarem ou se houver piora, procure uma unidade de saúde.

Diarreia e vômitos aumentam o risco de desidratação. Nesses casos, é importante buscar orientação em um serviço de saúde sobre a reposição adequada de líquidos e sais. Crianças pequenas e idosos podem evoluir mais rapidamente para um quadro grave.

Insolação é uma emergência

A insolação ocorre quando o organismo perde a capacidade de controlar a própria temperatura. É uma condição grave, que pode causar temperatura corporal muito elevada, confusão mental, alteração do nível de consciência, convulsões e desmaio. O quadro pode ocorrer mesmo em ambientes úmidos, como os encontrados em parte da Amazônia.

Se houver suspeita de insolação, retire a pessoa do sol e leve-a para um local fresco. Remova o excesso de roupas, aplique água fria ou panos úmidos no corpo e procure atendimento médico imediatamente. Só ofereça líquidos se a pessoa estiver consciente e conseguir engolir. Em caso de desmaio, convulsão, confusão intensa ou dificuldade para respirar, acione o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência pelo número 192.

As orientações detalhadas sobre sinais, primeiros cuidados e prevenção estão disponíveis na página do Ministério da Saúde sobre insolação. A condição pode provocar danos ao cérebro, coração, rins e músculos quando não recebe atendimento rápido. (gov.br)

Proteja a pele da radiação solar

A exposição frequente ao sol sem proteção aumenta o risco de queimaduras e está associada ao desenvolvimento de câncer de pele ao longo do tempo. Use protetor solar conforme as instruções do fabricante, reaplique quando necessário e complemente a proteção com roupas, chapéu, boné e sombra.

Quem trabalha diariamente sob o sol deve observar manchas, feridas ou sinais que mudam de tamanho, cor ou formato, além de lesões que sangram ou não cicatrizam. Alterações persistentes precisam ser avaliadas por um profissional de saúde. A SES-AM também reforça a importância do acompanhamento dermatológico para pessoas com exposição solar frequente. (saude.am.gov.br)

Calor, fumaça e qualidade do ar

Períodos de estiagem e calor intenso podem coincidir com queimadas e aumento da fumaça no ar. Pessoas com asma, bronquite, doença pulmonar, crianças e idosos podem ser mais sensíveis à poluição atmosférica.

Quando houver fumaça, reduza a permanência em áreas externas, evite exercícios ao ar livre e mantenha portas e janelas fechadas nos momentos de maior concentração de poluentes, desde que isso não provoque aquecimento excessivo do ambiente. Siga os alertas das autoridades e procure atendimento se houver falta de ar, chiado, dor no peito ou piora de uma doença respiratória.

Quando procurar atendimento

Busque uma unidade de saúde se houver tontura persistente, fraqueza intensa, vômitos repetidos, cãibras prolongadas, redução importante da urina, piora de doença crônica ou sintomas que não melhoram após repouso e hidratação.

A emergência deve ser acionada diante de confusão mental, desmaio, convulsão, temperatura corporal muito elevada, dificuldade para respirar ou incapacidade de ingerir líquidos. Em qualquer situação grave, o SAMU pode ser acionado pelo 192.

Durante as altas temperaturas no Amazonas, a prevenção depende de medidas simples, mas contínuas: beber água regularmente, evitar a exposição direta ao sol, fazer pausas, manter os ambientes frescos e acompanhar de perto quem tem maior risco de complicações. A Semsa Manaus também orienta atenção especial às pessoas que trabalham sob o sol e aos grupos mais vulneráveis à desidratação. (manaus.am.gov.br)