Fiscalizações realizadas entre 9 e 28 de outubro identificaram desmatamento sem autorização, uso ilegal do fogo e outras infrações ambientais em seis municípios do Amazonas. A 13ª etapa da Operação Tamoiotatá 6 resultou em 56 autos de infração, 38 termos de embargo e interdição e R$ 8.547.100 em multas, segundo balanço divulgado pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam).
As ações ocorreram em Careiro, Careiro da Várzea, Borba, Beruri, Manaquiri e Autazes, durante a vigência do Decreto Estadual nº 55.339, de 9 de setembro de 2026, que proíbe o uso do fogo por 120 dias no estado. Ao todo, foram embargados 916,03 hectares, área equivalente, conforme o Ipaam, a aproximadamente 1.283 campos de futebol.
Valores e áreas por município
Borba concentrou o maior volume de multas, com R$ 3,5 milhões em 12 autos de infração. No município, também foi embargada uma área de 136,56 hectares. As ocorrências incluíram desmatamento sem autorização, atividade sem licença ambiental, descumprimento de embargo e danos à regeneração natural da vegetação.
Em Careiro, 23 autos somaram R$ 1,7 milhão em multas, enquanto 28 termos de embargo e interdição alcançaram 595,24 hectares. As equipes registraram desmatamento irregular, uso do fogo em áreas agropastoris, incêndio em vegetação nativa e descumprimento de embargo ambiental.
Manaquiri teve quatro autos, com R$ 1,2 milhão em multas, e 126,48 hectares embargados. A maior penalidade do município, de R$ 1,14 milhão, foi aplicada pelo uso irregular do fogo em cerca de 76 hectares. Em Beruri, cinco autos totalizaram R$ 1 milhão e envolveram, entre outras ocorrências, supressão de vegetação nativa e funcionamento de atividade sem licença.
Careiro da Várzea registrou dez autos, no valor total de R$ 927,5 mil, além de 55,55 hectares embargados. Em Autazes, dois autos resultaram em R$ 40 mil em multas e um embargo de 2,19 hectares.
Monitoramento e continuidade
De acordo com o Ipaam, as equipes utilizaram imagens de satélite, geoprocessamento, dados do Cadastro Ambiental Rural, drones, mapas de navegação e alertas de sensoriamento remoto para selecionar áreas fiscalizadas. Viaturas com internet via satélite também foram usadas para comunicação e consulta a informações em locais com pouca cobertura de telefonia.
Parte das equipes foi deslocada para municípios próximos de Manaus, em razão da relação apontada pelo instituto entre queimadas, desmatamento irregular e a fumaça que atinge a capital. A operação tem previsão de continuidade até dezembro de 2026 e conta com apoio de órgãos de segurança, defesa civil e estruturas de inteligência.
O embargo é uma medida administrativa que restringe a continuidade de atividades ou práticas irregulares. Segundo o Ipaam, ele não representa a perda da propriedade e só pode ser levantado após o atendimento das exigências de regularização, sujeito à avaliação da autoridade competente.
Fonte: Governo do Amazonas.
Foto: Divulgação/Ipaam


