O apoio emocional a pessoas diagnosticadas com câncer e aos familiares foi um dos principais temas de uma palestra realizada em 22 de outubro, na sede do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), da Prefeitura de Manaus. A atividade integrou a programação do Outubro Rosa e também tratou da prevenção e do diagnóstico precoce dos cânceres femininos.
Com o tema “Câncer de mama, é preciso saber para viver”, o encontro reuniu servidores para uma conversa conduzida pela psicóloga Magaly Oliveira. A profissional abordou os impactos emocionais que o diagnóstico pode provocar na pessoa doente e em quem acompanha o tratamento.
Acolhimento durante o tratamento
Segundo Magaly, o suporte psicológico deve alcançar tanto o paciente quanto a família. “Essa iniciativa foi excelente para tirarmos dúvidas, principalmente porque a palestra trouxe o lado do apoio emocional, que é muito importante tanto para a pessoa diagnosticada com câncer quanto para o familiar. Os dois sofrem, e a família também precisa de apoio”, afirmou.
A gerente de Patrimônio, Materiais e Serviços do Implurb, Raimunda Frazão, relatou ter acompanhado casos de câncer na família e destacou a importância do acompanhamento psicológico. Para ela, a abordagem sobre psicologia na oncologia reforçou a necessidade de apoio familiar e profissional durante o tratamento.
A coordenadora de Controle Interno do instituto, Roberta Evangelista, também ressaltou que pacientes e familiares enfrentam impactos emocionais. Já a assistente social Jaicilane Resende afirmou que ações de conscientização ajudam as mulheres a dedicar mais atenção à própria saúde.
Prevenção e diagnóstico precoce
A consultora de sistemas Tânia Cabral destacou a necessidade de manter os exames preventivos em dia. Na avaliação dela, a identificação precoce da doença pode favorecer o início do tratamento. O encontro também incentivou o cuidado integral com a saúde feminina e a criação de espaços de diálogo e orientação no ambiente de trabalho.
De acordo com as estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca) citadas na divulgação, o Brasil deverá registrar 78.610 novos casos de câncer de mama por ano no triênio de 2026 a 2028, excluídos os tumores de pele não melanoma. Para o câncer do colo do útero, são estimados 19.310 novos casos anuais no mesmo período. A doença está associada principalmente à infecção persistente por tipos oncogênicos do Papilomavírus Humano (HPV).
As orientações apresentadas durante a campanha diferenciam as medidas de prevenção. Para o câncer de mama, a recomendação é conhecer o próprio corpo, manter hábitos saudáveis e seguir as orientações dos profissionais de saúde sobre exames. Nódulos persistentes, alterações na pele ou nos mamilos, saída espontânea de líquido e pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço devem ser avaliados por um profissional.
No caso do câncer do colo do útero, a vacinação contra o HPV aparece como uma das principais medidas preventivas. O uso de preservativos reduz o risco de transmissão do vírus, enquanto o rastreamento, conforme as recomendações de saúde, pode identificar alterações que precisam de acompanhamento. A orientação divulgada é que alterações suspeitas sejam avaliadas sem esperar pela próxima campanha ou pelo exame de rotina.
Cobertura de mamografia
A divulgação também informou uma mudança na cobertura obrigatória da mamografia digital pelos planos de saúde. Desde 1º de outubro de 2026, segundo o material atribuído à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o exame passou a ter cobertura sem restrição de idade ou gênero quando houver indicação médica. Antes, a cobertura obrigatória abrangia mulheres de 40 a 69 anos.
A Prefeitura de Manaus informou que a palestra faz parte das ações de conscientização do Outubro Rosa, campanha voltada à prevenção e ao diagnóstico precoce do câncer de mama. A programação também amplia o debate sobre a saúde da mulher e a prevenção do câncer do colo do útero.
Fonte: Prefeitura de Manaus.
Foto distribuída pela Prefeitura de Manaus







